quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mais uma lei com alguns furos


Não existe possibilidade alguma de ser a favor da venda e consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade. As leis estão corretas por uma série de questões, dentre elas questões de saúde e sociais. Está surgindo uma ação dos governos para combater a venda e o consumo de bebidas com álcool para menores. As penalidades vão aumentar, tendo previsto no projeto cursos educacionais e até uma possível cassação de alvará. Até aí tudo bem. Mas não posso iniciar alguns questionamentos básicos. Li algumas matérias na imprensa sobre a Lei ou o projeto de Lei e até agora não entendi como vão combater os vendedores de rua.
Os menores de idade não são proibidos de frequentar casas noturnas para assistir shows e espetáculos, e até mesmo não é proibido frequentar as “baladas”, é proibido consumo de bebida alcoólica. Até aí tudo bem. Mas nossa fiscalização é muito precária e o consumo de álcool acontece nas ruas, muitas vezes em frente aos locais onde posteriormente os jovens vão entrar e se divertir. Por saberem que não vão conseguir consumir álcool dentro do estabelecimento, se “abastecem” até chegar a embriaguez. O quadro está montado. Querem ver? Sim. Imaginem que o local está obedecendo todas as normas e compactuando com a Lei. Recebe uma fiscalização que encontra dentro do estabelecimento esse e outros exemplos de jovens que se embriagaram na rua, pois não existe um fiscalização em cima daquele vendedor que não paga imposto e nessa nova circunstância começa a trazer problemas sérios àquele que está estabelecido de forma correta. 
Tudo isso pra dizer que mais uma vez está se montando uma ótima lei, porém como outras tantas com vários furos de falta de planejamento. A lei deve ser educacional para sociedade como um todo, não apenas para o consumo de álcool, mas também aos que comercializam sem impostos. Para um projeto desse porte funcionar é necessário ampliar a área de atuação para evitar furos e estender um pouco mais o debate para de fato resolver a questão.

É mais importante fazer ou mostrar que está sendo feito?


Sinceramente eu não sei o que é mais importante: Recolher o lixo ou MOSTRAR que o lixo está sendo recolhido? Arrumar o asfalto nas ruas ou MOSTRAR que o asfalto está sendo arrumado? Mas qual a importância disso se o resultado final vai ser o mesmo? Eu digo que total, principalmente quando o transito é afetado de forma significativa.
Ontem em uma das avenidas da cidade fiquei algum tempo em um congestionamento causado pelo caminhão da coleta do lixo. Obviamente que a Prefeitura da cidade está de parabéns, mas isso não poderia ser durante a madrugada ou após a hora do “rush”? Antes que alguém pule com as questões de acréscimos financeiros devido nossas leis trabalhistas, posso dizer que com certeza após estudo detalhado tudo poderia ser reavaliado.
Será que se esse serviço for após o grande movimento de trânsito, não reduziria o número de caminhões, já que a demanda de carros nas ruas também retarda o serviço? Essa redução de caminhões não compensaria o aumento de custo devido ao trabalho noturno? Enfim, muitas coisas que poderiam melhorar para o contribuinte. Uma melhora não significa apenas redução de impostos mas também as facilidades do “ir e vir”.
Pense.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Você pagou suas contas esse mês?



Tenho acompanhado muito os comentários das contas que não foram recebidas devido a greve dos Correios. Inevitavelmente penso na internet, pois todas as contas que não são com carnê, estão disponíveis nos sites das empresas prestadoras de serviços ou até mesmo credoras. Hoje entrei no site da companhia de telefone na qual utilizo os serviço e em menos de 1 minuto estava com minha conta em mãos. O mesmo fiz com outras contas. 
Não vai faltar alguém que vai pular com algum número estatístico dizendo que apenas “x” por cento da população tem acesso a internet! Sim, sei disso, mas também sei que os serviços foram prestados e os créditos dados e as empresas devem receber, logo as pessoas que não tem acesso de internet em casa  com certeza sabem o que é uma “lan house”, possuem um sobrinho ou filho que tenha facilidades com a rede ou simplesmente uma rápida ligação à um “0800” para pegar instruções de como proceder.
Fica claro que quem não quer pagar, usando a desculpa da greve, é pelo simples fato de não querer pagar suas dívidas. Coisas de um povo brasileiro.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Charly Garcia - O Monstro da música Argentina!


Estou em Buenos Aires para algumas reuniões e inevitavelmente a memória corre solta. Alguns bons momentos passei com artista argentinos. Foram vários momentos com Mercedes Sosa, Fito Paez, Los Pericos, Charly Garcia, entre shows “avulsos”, tournées e festivais. Mas na pauta das recordações surgiu o genial, porém louco, Charly Garcia.
Dentre os vários momentos de tensão que passamos com Charly no Brasil, dois deles foram classicos, o primeiro foi artístico e o segundo quase que um filme de terror. Fizemos um show histórico do Charly no Opinião, com participação do Herbert Vianna, já na passagem de som algo nos avisava que tudo aquilo iria para história, as provas de som que normalmente duram 3 horas, para o argentino durou a noite e a madrugada anterior inteira. Durante o show que já durava mais de duas horas, Herbert comentava conosco no backstage que tudo aquilo estava sendo antológico. Em uma espécie de sacanagem genial ele espera Charly inciar uma música e pelo meio entrava com sua guitarra tocando outra coisa, Charly parava escutava alguns milésimos de segundo e saia tocando o que Herbert havia começado, assim foram várias vezes o que resultou a interpretação de inúmeros clássicos da música mundial. Carlos Kober estava dirigindo a gravação do especial. Por volta de 3 horas de show, escuto no rádio: “Larguei!”. Kober parava a gravação, obviamente com um material suficiente para uma edição perfeita.
Em outro momento, agora em 2004, na reunião de atendimento ao cliente as situações já davam sinais de tudo que poderia acontecer. Meu sócio teve a brilhante idéia de oferecer ao cliente um palco flutuante dentro do Lago Negro de Gramado, até aí tudo mais ou menos certo, a dificuldade normal de um projeto diferente, porém eu não contava com a idéia seguinte: A atração principal seria nada mais nada menos que Charly Garcia. Sinceramente eu fiquei mudo, tive alguma reação cerebral que não deixava sequer eu sair correndo. Obvio que o evento foi montado e com duas horas de atraso, Charly subiu ao palco flutuante naquele dia chuvoso. Havia uma passarela que ligava a frente do palco com a margem do lago. A primeira do argentino gênio foi começa a chamar uma mulher que estava tirando fotos, acredito que ela não entendia o que ele falava, pois veio em direção ao palco pela passarela, entregou a máquina ao Charly que imediatamente tocou dentro do Lago. Detalhe: A fotógrafa era o atendimento da agência e o que Charly dizia era “proibido sacar fotos!”. Essa foi a primeira. Já pulando para a última, conto que Charly tocou sentado e deitado em sofás que faziam parte do cenário, todos esses móveis foram parar dentro do Lago no final do show. A manchete no outro dia: “O mostro do Lago Negro”, acompanhada de uma sequência de fotos da ação.
Mas tudo isso vira tempero quando o artista é o gênio Charly Garcia, com certeza um dos melhores músicos da America Latina. Sim, mesmo depois de tudo isso ainda posso afirmar: Me encanta a trabajar con Charly!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Jantando com Peter Gabriel e Paralamas. Um sucesso!


Toda que vez que estamos por fazer algum show de “banda amiga”, ou seja banda mais íntimas e que ultrapassam a barreira dos negócios, acabo lembrando bons momentos que passamos juntos. Já falei aqui dos Paralamas no Rio de Janeiro, quando em um show do argentino Fito Paez, ficou registrada a primeira aparição de Herbert Vianna após o acidente. Momento histórico para o showbusiness nacional que o Opinião se fazia presente.
Ainda sobre a mesma banda, lembro-me com muito gosto aquele 1998. Era Fevereiro e juntamente com um dos meus sócios e com Totonho (hoje Antônio) Villeroy, fomos fazer um “advance” de produção na cidade de Sanary na Côte dÁzur, sul da França, pois naquele ano e no seguinte iríamos fazer um dos maiores festivais de música brasileira na Europa, mas isso é outro texto.
Antes do trabalho, resolvemos passar uns dias em Londres. Foi realmente muito divertido esses dias, com histórias que viraram música de Totonho e lucram até hoje belas risadas. Em algum momento antes da viajem falamos com um amigo que era o produtor dos Paralamas na época, que ao saber de nosso paradeiro fez um convite para irmos acompanhar um dia da mixagem do CD “9 luas”, na cidade de BOX, próximo a Londres, no Real World Studios, nada mais nada menos de propriedade de Peter Gabriel. Fomos.
O local era fantástico, uma antiga fazenda medieval, que foi conservada como no passado. As várias casinhas eram hoje os locais onde as bandas se hospedavam, além disso em uma grande casa ficava o estúdio principal e em outra, creio eu que deveria ser a “sede” da antiga fazenda, era um local comum, para refeições e aproximação dos grupos estrangeiros.
Na mesa grande todos estavam jantando quando aparece um senhor com um “hobby de chambre” e uma garrafa de vinho debaixo do braço. Mesmo em sua “casa” perguntou se poderia se juntar a nós. O silêncio foi mais alto que um sim em coro!
Nessa noite, estive a mesa com Peter Gabriel, Paralamas do Sucesso, Totonho Villeroy e meu sócio, Gabriel.
Paralamas do Sucesso, volta no dia 11 de Outubro de 2011 para tocar no Opiniao.
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Degustar às cegas! Um exercício de humildade.


Nota: Esse artigo foi escrito por mim em um site de crítica de vinhos na qual era um dos proprietários. O ano foi 2009. O artigo ainda muito atual.


Há duas semanas, em um dos grupos que participo, o tema foi: “Vinhos com análise descritiva, publicada por críticos.”, ou seja, tínhamos que ler o que havia sido encontrado no vinho em questão, com o objetivo primeiro de descobrir o vinho e após debater o assunto e a crítica.
Tudo certo, até que o “dono” da noite resolveu atender ao pedido da semana anterior feito por um confrade: colocar um vinho “pirata”, que seria um Lovara 1999. Ao iniciarmos a degustação, iniciou a leitura das características de seus vinhos, sempre omitindo os nomes. Fiquei tranqüilo, pois o nível estava em 90 pontos para cima. Dentre os vinhos um 96 pontos RP. Pensei comigo: “vou achar o Lovara fácil!”. Dito e feito, na cor e no nariz, grande parte do grupo já gritou: “É o vinho 3!”. Já que ao gosto de todos era o pior vinho, com uma cor mais acabada e um nariz de “pipa velha.” Os outros vinhos maravilhosos, tirando outro vinho que estava com um aroma de couro e coentro quase que insuportável, mas era sabido que ali estava um exemplar chileno característico e não um vinho gaúcho.
As notas estavam sendo computadas para definir a média, não vou me apegar a isso, mas as médias ficaram entre 85 e 90 pontos. Mais uma vez preciso salientar que para 5 dos seis participantes daquele dia o vinho 3 era o vinho gaúcho e o chileno era o Don Melchor 2003, pois nesse momento já havíamos chegado ao nome do vinho, pois o anfitrião pode ir fazendo perguntas durante a degustação que vão nos levando, devido a experiência aos vinhos.
Ao revelarmos os vinhos... Preciso dizer antes que acabei a noite sem conseguir comer a sobremesa de chocolate ao porto que estava acompanhada com de um Oremus Dry Tokaji, pois fiquei mal, ao ponto de ter que tomar um chá de boldo e losna in natura!
A ordem do último para o primeiro:
Quinto lugar: Chateau Pesquié – 2004
Quarto lugar: Pisano Arretxea – 2004
Terceiro lugar: Don Melchor – 2003
Segundo lugar: Tikal – 2006
Primeiro lugar: Lovara 1999 – Cabernet Sauvignon.

Fiquei com essa degustação martelando na minha cabeça.
Na semana seguinte o tema foi "países". Cada confrade saiu do encontro anterior com um país, eu era livre. Levei um Tormentas Premium. 
Antes das revelações, o anfitrião faz perguntas para facilitar a descobertas. O primeira detalhe é que ninguém chutou Brasil para nenhum do vinhos. 
As médias, com base na ficha da SBAV, ficaram todas dentro de 80-89 que significa MUITO BOM.

A ordem ficou o seguinte: 
Primeiro lugar - Vinho 3 - Média 89,66 
Segundo lugar - Vinho 5 - Média 87,60 
Terceiro lugar - Vinho 1 - Média 86,33 
Quarto lugar - Vinho 4 - Média 82,33 
Quinto lugar - Vinho 2 - Média 81,16

Quando revelei que o meu vinho era o Tormentas, alguns não conheciam e todos ficaram impressionados com a qualidade do vinho, ou melhor, a qualidade que chegou um vinho nacional.
Os vinhos: 
Vinho 1 - Alto Las Hormigas - RESERVA - 2006 (Argentina) 
Vinho 2 - Tormentas - Premium - 2007/2008 (Brasil) 
Vinho 3 - The Don - 1999 - Cabernet Sauvignon (Chile) 
Vinho 4 - Marques de Arienzo - reserva Especial - 2001 (Espanha) 
Vinho 5 - Quinta do Crasto - Touriga Nacional - 2006 (Portugal).

Ontem, dia 02 de Setembro, eu já havia definido que faria um “Boeuf Bourguignon” e a casta correta seria, a melhor de todas: Pinot Noir. Sem definir região, deixei livre, desde que a varietal estivesse de acordo com a determinação. Tudo sempre as cegas, os confrades foram chegando e “vestindo”seus vinhos com as capas escuras. Todos os vinhos com excelente qualidade, mas estava obvio, aos nossos narizes que haviam dois exemplares do “velho mundo” e três exemplares do “novo mundo”. Como anfitrião da noite, iniciei a fazer perguntas ao grupo. Fiquei tranqüilo, já que ao menos acertei os vinhos de cada “mundo”. Eis que surge uma voz: “Eu trouxe um vinho brasileiro!”. Não preciso dizer que a sala parou em um silêncio perturbador. Naquela bateria, não tinha nada com característica nacional. Parei de perguntar e pedi para abrir os vinhos, pois nada mais que eu perguntasse teria faria diferença, mediante a tal revelação.
A primeira coisa que me veio em mente foi um único nome. Antes explico: No Segundo Encontro dos Amigos do Notas de Degustação, aqui em Porto Alegre, um dos nossos leitores e assíduo participante do Fórum do site, me ligou e disse que iria levar na degustação de Borgonhas, um vinho pirata, que iria gerar um polêmica muito grande. Acho que ele até levou o vinho, mas não foi aberto por esquecimento. Hoje eu falo em alto e bom tom: QUE PENA! Pois tenho quase certeza que esse vinho estaria no meio dos grande vinhos que bebemos naquela noite. Estou falando do Salton Volpi – Pinot Noir – 2006. Sim esse vinho foi o impecável é implacável com seus concorrentes. As médias ficaram entre 84 pontos e 89 pontos e os vinhos foram:
Quinto lugar: J. Cacheux – Les Champs D’Agent – Bourgogne – 2003 - França
Quarto lugar: Francis Coppola – Diamont Collection – 2006 – Estados Unidos
Terceiro lugar: Enrique-Mendoza – Alicante - 2003 - Espanha
Segundo lugar: Bodegas NQN – Malma – Reserva - Patagônia – 2007 - Argentina
Primeiro lugar: Salton – Volpi – 2006 – Brasil

Confesso que relutei muito, antes de publicar esse texto, mas não tenho o direito de omitir informação aos nossos leitores, que podem conferir e retribuir com suas impressões sobre o texto e sobre o vinho, nos escrevendo ou debatendo com todos nós no Fórum privado do site.
Saio dessas três degustações cada vez mais convicto que degustar às cegas é um exercício de humildade.

Protestos irracionais! Protestos "caracu"!


Lembro muito bem, há algum tempo, nos finais de tarde quando ainda morava em um sítio em Viamão que ao me aproximar do trevo da RS 040 com a BR118 que os protestos contra o pagamento de pedágio da praça de Águas Claras fazia com que várias pessoas, incluindo esse que vos escreve, ficássemos horas esperando o engarrafamento que era causado pelo bloqueio do pedágio. Sempre me perguntava, o que eu tinha com tudo aquilo ali. Nunca entendi muito bem qualquer tipo de protesto contra alguma instituição que prejudique outras pessoas que nada tem haver com tal relacionamento. Ao invés dos manifestante elaborarem alguma ação que prejudicasse apenas a Praça de Pedágio, não! Eles tinha que prejudicar todo mundo. Ridículo. Isso é parecido com a greve dos Correios. Por que a greve não se torna algo inteligente como por exemplo bloquear o transito das correspondências relacionadas ao governo e a própria instituição? Por que as pessoas tem que passar por várias situações de incômodo e até constrangimento em prol de questões de outras pessoas? Esse é o tipo de protesto "caracu", normalmente o manifestante entra com apenas com a cara e os outros...
Mas tudo isso para falar da falta de profisisonalismo e ética do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, que estão em uma situação de greve e assembleia. As reclamações por um salário digno são válidas! O que não é válido é prejudicarem outras empresas. Neste caso colando seus cartazes nas ruas de Porto Alegre sobre a divulgação   ainda válida de outros. Pense, reflita!