quinta-feira, 13 de outubro de 2011

E a segurança na Cidade Baixa? Piada pronta!


Cada dia que passa o descaso e o modo amador que está sendo tratada a segurança pública na Cidade Baixa está me surpreende. Após alguns assaltos em estabelecimentos do bairro escuto a trágica entrevista do sub-comandante do 9BPM que dentre tantas pérolas, diz que não vê audácia no delito em si.
Sinceramente eu não sei em que mundo o militar em questão está vivendo, principalmente quando ele diz que existe bastante policiamento na rota dos “barzinhos”. Eu que pensava que o nosso grande problema na Segurança Pública estava apenas na época do nosso “Mrs. Detran” José Otávio Germano, mas me enganei, acredito que o Bisol deixou um herdeiro...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

E a "Lei" da meia entrada? Como é afinal?


Nós humanos temos uma característica por vezes não muito civilizada de tirar as pessoas para “cristo”, sem saber de fato os caminho ou por onde as coisas andam saímos falando o que legitimamente é válido e por outras tantas vezes correto, porém em um momento não apropriado.
Quando saiu esta semana a aprovação do Estatuto da Juventude, onde está inserido a meia entrada para estudantes. De imediato liguei para a relatora do projeto, a Deputada Federal Manuela D’Ávila para saber de fato o que está acontecendo. Recebi a explicação que a lei foi aprovada, ou seja, aponta o direito do adolescente, agora entra em processo de regulamentação, que mostra como deve ser aplicada a lei, com benefício para todos os lados. Quando falo todos os lados, um deles é o do promotor de eventos que nunca paga meio valor em nada, inclusive nos impostos, tudo é sempre 100%. Fiz esse questionamento para a Deputada e ainda, questionando por que eu devo dar desconto para idoso, desconto para estudante, desconto e desconto se a empresa é 100% capital privado? De pronto ela respondeu que nesse momento entravam os promotores para o debate da regulamentação da lei. Entendi.
Antes de continuar, gostaria de “colar” aqui, um e-mail que disparei em 2008, sobre Leis de Incentivo a Cultura:
“Crise na Cultura
Demorou mas veio à tona.  Sempre fomos contra a grande maioria dos projetos da LIC, principalmente aos que traziam cultura incentivada ao publico gaúcho com cobrança de ingressos que ultrapassavam a faixa de preço dos R$ 100,00.
Ora, trabalhamos com isso há mais de 20 anos e sabemos, de antemão, sem necessidade de orçar item por item, quanto custa um evento e quanto deve ser cobrado de ingresso para atingir o lucro desejado. Por esta razão, podemos afirmar categoricamente, que não existe, hoje, nenhum show nacional que tenha ingressos ao valor médio de R$ 100,00 e necessite de incentivo fiscal. Isto quer dizer que na verdade o incentivo está pagando o risco da produtora e o ingresso passa a ser o seu lucro de 100% !
Projetos incentivados devem ser, salvo algumas  exceções, totalmente gratuitos, com o objetivo de levar lazer e entretenimento a todos. Quais são as exceções? As exceções devem ser àqueles projetos que apresentam alto risco financeiro e que possuam um apelo cultural histórico e fundamentado. Com certeza não estou falando aqui de shows de artistas como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Ivete Sangalo, ou qualquer outro artista que tenha grande potencial de venda de ingresso.
A cultura deve ser incentivada para projetos que contemplem espetáculos com artistas pouco conhecidos do público do sul e cuja divulgação seja dispendiosa ou de efetivo risco aos seus produtores.
Quem faria por conta própria, assumindo todos os riscos, em anos passados o show do “Cordel do Fogo Encantado”, ou traria as manifestações artísticas do manguebeat de Chico Science, sem ter certeza de lucro? Sim, projetos como esses poderia estar contemplados por incentivos fiscais e nunca estiveram.
O incentivo deve consistir em levar a nossa cultura, regional ou até brasileira, para fora do país, mostrar o que é nosso aos outros, isso sim com o dinheiro que empresas privadas deixariam de pagar aos cofres públicos e colocariam em cofres de produtoras privadas com o objetivo de propagar a cultura desconhecida do país do samba.
Além disso, as falhas no planejamento da lei, permitem a alteração de atrações, sem precisar refazer o projeto. Isso abre portas para possíveis corrupções. É feito um projeto com base em dados de determinado evento/artista, após aprovado pode-se alterar a atração.
O que o cidadão comum não sabe, tampouco tem obrigação de saber, é que uma produção possui diferenças gigantescas de necessidades técnicas entre artistas de um mesmo padrão. Aqui está um dado importante: a necessidade que pode custar R$ 1.000,00 para um artista, pode custar R$ 10.000,00 para fazer o evento de outro artista de mesmo porte e reconhecimento. Como pode então num projeto ser alterado somente a atração, sem ser refeito o projeto na sua totalidade?
O que tenho a dizer é que isso, ainda, é apenas o início. Se houver força de vontade e os veículos de comunicação de nosso Estado ajudarem, muitas respostas para questionamentos como: perpetuações em cargos públicos de cultura, processos de licitações não tão claros assim e porque umas produtoras tem percentualmente mais projetos aprovados que outras, vão aparecer!”
Na época, esse e-mail correu a imprensa, foi noticiado e tudo mais. Pouca coisa foi feita. O texto foi limitado à LIC Estadual, porém sem dúvidas ele deve ser estendido para a Lei Federal. Resgatei esse e-mail, pois foi por aí que a conversa com a Deputada desenrolou.
Acredito que nenhum legislador quer fazer uma Lei para ser burlada, o que seria fácil com uma Lei dessas, mas quem pagaria a diferença seria o público que não recebe o benefício do desconto, já que um ingresso que custaria normalmente R$ 100,00 seria vendido de forma “inteira” por R$ 200,00, o que não seria justo com a Lei e com o público em geral, alias o que acontece em São Paulo e Rio de Janeiro há anos.
Então acredito que o caminho seja pelo verdadeiro incentivo à cultura, ou seja, um percentual da carga total de ingresso seja destinado aos descontos para estudantes e idosos, porém o desconto dado pelo promotor privado seria revertido em uma espécie de carta de crédito para incentivo cultural junto as verbas de marketing das empresas. Como fazer isso? Bom, aí acredito que os tantos deputados devem escutar quem de fato trabalha com isso e encontrarmos juntos um caminho sensato e real.
Pense nisso. Reflita. Opinie. Compartilhe.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

No Brasil é assim: se você tem dinheiro pode até matar.


 Cada dia que passa fica mais claro que a legislação brasileira está pecando moralmente e muito. A lei é pra todos, porém deve ser explicado que é pra todos que tem dinheiro (ponto e virgula) e pra todos que não tem dinheiro, separando assim os cidadãos no país. 
Quando um cidadão comum atropela e mata outra pessoa, vai preso, porém se tiver dinheiro pode ser solto. Aí está a questão moral, o dinheiro é diferença entre ser um marginal ou não ser um marginal. Felipe de Lorena Infante Arenzon, filho de um vereador da cidade de Embu das Artes, interior de São Paulo, fez um grande estrago com seu Camaro, atropelou um série de pessoas, foi preso e pagou R$ 245.000,00 e está livre. Eu juro que meu intelecto não tem alcance para tamanha vantagem legal. 
No Brasil é assim, se tiver dinheiro, você pode matar inocentes sem preocupação alguma, pois vai responder em liberdade.

Morre o deus pagão da tecnologia. Steve Jobs.


As religiões pagãs que tiveram origem na Europa, portanto no hemisfério norte, estão comemorando, a Morte e o Renascimento, ritual que ocorre 40 dias após o Equinócio de Outono. Samhain é conhecido, resumidamente como a morte do Deus.
Mas por que estou falando de um deuses pagãos? Simples. Ontem morreu Steve Jobs, coincidentemente nos festejos pagãos do norte. Acredito que o fato ocorrido neste período em específico foi apenas para confirmar a tese que Steve Jobs era sim um deus. O deus contemporâneo da tecnologia. Morreu e renasceu. Nasceu um legado para incontáveis gerações.
Rest in peace, Jobs!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A soberba do idiota


Como existem aquelas pessoas que não fazem mas desfazem. Normalmente essas pessoas acreditam estarem sobre o bem e o mal, suas posições são as corretas e as opiniões alheias nunca são importantes. Qualquer coisa que seja feito fora do que ele tem como importante ou verdade não é válido. As coisas não elaboradas ou idealizadas por elas merece desprezo. O deboche é o único argumento que pode existir, ou não que seja o único, mas o que faz “par” com um bom e velho: “isso é bobagem”, claro que sempre seguido por um sorriso escroto.
Por termos pessoas com esse comportamento junto ao nosso convívio que por muitas vezes ficamos na inércia e uma espécie de “ostracismo” social. Estou escrevendo isso, nem sei bem o porquê, mas não custa olhar para o lado e analisar com quem você está.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

EPTC - Os mercenários do trânsito de Porto Alegre


Cada dia que passa menos dúvidas tenho que a EPTC poderia ganhar o título de “Empresa Carrasca”, já que seu papel de educar e organizar o trânsito está esquecido. Existe um trecho na Avenida Diário de Notícias, especificamente entre o trevo de acesso ao Jockey Clube e o trevo de conexão com a Avenida Guaíba que é de aproximadamente 500 metros, onde não existe sequer faixa de segurança, pois ali não existe circulação de pedestres atravessando a rua. Claro que o limite de velocidade na cidade é de 60 km/ h, porém não vamos ser hipócritas, e dizer que em um trecho como este não se passa do limite permitido. Asfalto novo (coisa rara na cidade), linha reta e vazio de pedestres.
Onde a EPTC resolveu estacionar seu “papa multa”? Exatamente nesse lugar. As vezes ficam o dia inteiro ali, chegam e ficar sentado em uma cadeira e viram a máquina contra o fluxo, conforme o horário do movimento. Querem educar? Por que não colocam algum obstáculo que não permita velocidade alta? Nunca isso não daria lucro.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Prefeito, nem todos acreditam em Cristo, respeite os demais cidadãos de sua cidade

O prefeito é legalmente o representante máximo de uma cidade. Quando a cidade em questão está inserida em um Estado Laico, por obvio esta cidade também deve ter a mesma Liberdade Religiosa do restante do país. Em um Estado Laico, não existe uma religião oficial, logo não pode existir manifestações religiosas públicas por parte do Poder Executivo, principalmente em nome da cidade onde habitam várias e livres religiões.
Infelizmente, algumas religiões são preconceituosas para com outras religiões, seja contra seus rituais ou contra suas crenças fundamentais. No Brasil, cada dia que passa, pequenas “chamas” alimentam uma guerra religiosa silenciosa. Para isso, basta analisar de maneira superficial, os movimentos evangélicos quebrando terreiros de Umbanda, assim como casas de cultos africanistas sendo fechadas por vários motivos sem as devidas explicações. Além disso algumas manipulações políticas contra os cultos africanos, fantasiados de Leis de Proteção aos Animais. É claro o preconceito religioso que religiões pagãs fiéis aos mais diversos panteões e cultos sofrem por parte, principalmente dos evangélicos e pentecostais com sua "ira" em nome de deus.
Voltando ao prefeito, não posso admitir de maneira alguma o discurso que o prefeito de Porto Alegre José Fortunati, fez de maneira inflamada em um palanque no dia da Marcha por Jesus Cristo. Obviamente que a manifestação de fé do povo é legítima e merece palmas. Devem sim caminhar pelas ruas evocando seus deuses ou deus, é claro que o o prefeito como cidadão pode caminhar junto aos fiéis, mas subir em um palco e louvar o “senhor” em nome da minha cidade não! Em hipótese alguma! Sou porto-alegrense, não sou cristão e fiquei bastante ofendido.
Vejam o vídeo: